Anomalias Congênitas e Adquiridas (fimose, Doença de Peyronie, criptorquidia)

Alterações no pênis ou nos testículos podem surgir desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida. Muitas dessas condições causam desconforto físico, impacto emocional e, em alguns casos, comprometem a função sexual e reprodutiva.

Neste artigo, você vai entender melhor três das principais anomalias genitais masculinas: fimose, doença de Peyronie e criptorquidia — suas causas, sintomas e como é feito o tratamento.


1. Fimose

A fimose é uma condição em que a pele do prepúcio (aquela que recobre a glande) não consegue se retrair completamente, dificultando a exposição da ponta do pênis.

Quando é normal?

Nos bebês e crianças pequenas, a fimose fisiológica é comum e natural. Em muitos casos, a pele se desprende espontaneamente até os 4 ou 5 anos de idade.

Quando se torna um problema?

A fimose passa a ser preocupante quando:

  • A criança sente dor ao urinar ou ao ter ereções
  • Há infecções frequentes (como balanopostites)
  • A glande nunca se expõe, mesmo após a infância
  • No adulto, atrapalha a higiene ou causa dor na relação sexual

Tratamento:

  • Em crianças: cremes com corticoides e, se necessário, cirurgia (postectomia ou circuncisão)
  • Em adolescentes e adultos: cirurgia é o tratamento mais indicado, com resultados simples e eficazes

2. Doença de Peyronie

A doença de Peyronie é uma condição adquirida que causa uma curvatura anormal no pênis, devido ao desenvolvimento de tecido fibroso (placas) na túnica que recobre os corpos cavernosos.

Sintomas:

  • Curvatura do pênis durante a ereção (para cima, para o lado ou até em formato de “gancho”)
  • Dor ao ter ereções
  • Dificuldade para a penetração
  • Em casos mais avançados: encurtamento do pênis e disfunção erétil

Causas:

  • Pequenos traumas durante a atividade sexual
  • Fatores genéticos
  • Doenças autoimunes ou associadas ao colágeno
  • Diabetes e hipertensão (em alguns casos)

Diagnóstico:

  • Exame físico com o urologista
  • Ecografia peniana com Doppler, para avaliar a extensão das placas e o fluxo sanguíneo

Tratamento:

  • Medicamentos orais ou injetáveis (em estágios iniciais)
  • Ondas de choque de baixa intensidade (em alguns casos)
  • Cirurgia corretiva, indicada quando a curvatura é grave ou impede a relação sexual

Quanto antes for feita a avaliação, maiores as chances de controle com métodos menos invasivos.


3. Criptorquidia

A criptorquidia ocorre quando um ou ambos os testículos não descem para o saco escrotal até o nascimento. É a anomalia genital mais comum em recém-nascidos do sexo masculino.

Quando suspeitar:

  • Ao nascimento, o escroto parece vazio de um lado ou dos dois
  • O testículo pode estar localizado na virilha ou dentro do abdômen
  • Em alguns casos, o testículo sobe de forma intermitente (testículo retrátil)

Riscos da criptorquidia:

  • Aumento do risco de infertilidade
  • Maior chance de torção testicular
  • Risco aumentado de câncer de testículo, se não tratado
  • Alterações hormonais ou de desenvolvimento

Tratamento:

  • Em muitos casos, o testículo desce espontaneamente até os 6 meses
  • Após esse período, pode ser necessário tratamento cirúrgico (orquidopexia)
  • O ideal é realizar a correção até 1 ano de idade, para preservar a função testicular

Quando procurar ajuda?

Qualquer alteração nos testículos ou pênis deve ser avaliada por um urologista. Sinais que merecem atenção incluem:

  • Dificuldade para retrair a pele do pênis após a infância
  • Dor ou curvatura ao ter ereção
  • Testículo ausente, pequeno ou fora do saco escrotal
  • Desconforto ao urinar ou durante o sexo
  • Queixas relacionadas à fertilidade ou à estética genital

Anomalias como fimose, doença de Peyronie e criptorquidia não devem ser motivo de vergonha — mas sim de atenção e cuidado. Com diagnóstico precoce e o tratamento certo, é possível evitar complicações e preservar a saúde sexual e reprodutiva.

Se você ou seu filho apresenta algum desses sinais, não adie a consulta com o urologista. O cuidado começa com a informação — e continua com a atitude.

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Dr. Guilherme Seimaru • Urologista

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