Essa é uma dúvida muito comum no consultório.
A resposta curta é: pode haver um aumento discreto do volume da glândula, sim.
Os estudos mostram que essa mudança costuma ser modesta, principalmente nos primeiros meses de tratamento. Isso não significa crescimento descontrolado, nem o mesmo efeito para todos os homens.
O ponto mais importante é outro: um pequeno aumento de volume não significa, automaticamente, piora dos sintomas urinários.
Em muitos pacientes com sintomas leves a moderados, o tratamento não piora o jato urinário, a frequência ou o esvaziamento. Em alguns casos, o quadro pode até permanecer estável.
Parte do medo existe porque muita gente mistura três assuntos diferentes:
- tamanho da glândula;
- sintomas urinários;
- risco oncológico.
Essas coisas não são a mesma conversa.
Também é verdade que um estudo grande com homens idosos e deficiência hormonal encontrou associação entre o tratamento e aumento do risco de hiperplasia prostática benigna. Isso não significa que todo homem vai desenvolver problema prostático. Significa que a indicação deve ser feita com critério e acompanhamento.
Outro ponto relevante: o PSA pode subir durante o tratamento, mas na maioria das vezes essa elevação é pequena.
Ou seja: reposição hormonal não deve ser tratada como inimiga da saúde prostática, mas também não deve ser feita sem avaliação adequada.
Hormônio não é decisão para ser tomada no impulso.












