Reposição hormonal e próstata: o tratamento faz a glândula aumentar?

Essa é uma dúvida muito comum no consultório.

A resposta curta é: pode haver um aumento discreto do volume da glândula, sim.

Os estudos mostram que essa mudança costuma ser modesta, principalmente nos primeiros meses de tratamento. Isso não significa crescimento descontrolado, nem o mesmo efeito para todos os homens.

O ponto mais importante é outro: um pequeno aumento de volume não significa, automaticamente, piora dos sintomas urinários.

Em muitos pacientes com sintomas leves a moderados, o tratamento não piora o jato urinário, a frequência ou o esvaziamento. Em alguns casos, o quadro pode até permanecer estável.

Parte do medo existe porque muita gente mistura três assuntos diferentes:

  • tamanho da glândula;
  • sintomas urinários;
  • risco oncológico.

Essas coisas não são a mesma conversa.

Também é verdade que um estudo grande com homens idosos e deficiência hormonal encontrou associação entre o tratamento e aumento do risco de hiperplasia prostática benigna. Isso não significa que todo homem vai desenvolver problema prostático. Significa que a indicação deve ser feita com critério e acompanhamento.

Outro ponto relevante: o PSA pode subir durante o tratamento, mas na maioria das vezes essa elevação é pequena.

Ou seja: reposição hormonal não deve ser tratada como inimiga da saúde prostática, mas também não deve ser feita sem avaliação adequada.

Hormônio não é decisão para ser tomada no impulso.

UROLOGISTA EM REGISTRO/SP

Excelência em saúde masculina

Mais que um médico, um parceiro em sua qualidade de vida!

Dr. Guilherme Seimaru • Urologista

Este site tem caráter informativo e educacional. O paciente jamais deve usar seu conteúdo para autodiagnóstico ou autotratamento.

A tansulosina pode alterar temporariamente o líquido seminal?

Sim, isso pode acontecer. A tansulosina é uma medicação muito utilizada para melhorar sintomas urinários, principalmente em homens com aumento benigno da glândula prostática. Mas ela também pode provocar mudanças no padrão da saída do líquido seminal. Um estudo recente mostrou que uma dose única de tansulosina 0,4 mg levou a: O pico desse efeito ocorreu em cerca de 12 horas. Isso não significa, necessariamente, dano permanente. Depois do efeito da medicação: Na maior parte dos casos, houve melhora em 24 horas e recuperação em até 48 horas. Ou seja: a tansulosina pode causar uma alteração importante no padrão íntimo, mas, nesse contexto estudado, o efeito foi transitório e reversível. O ponto mais importante é este: nem toda mudança nesse padrão significa problema definitivo. Em alguns casos, o efeito está relacionado ao medicamento. Ref.: Lopes LS et al. Single-dose Tamsulosin Induces Reversible Azoospermia and Ejaculatory Dysfunction. Int Braz J Urol.

Leia mais

O que influencia o crescimento pe.niano?

Essa é uma dúvida comum, mas muita gente ainda procura resposta em lugar errado. O crescimento pe.niano não depende de receita caseira, suplemento milagroso ou exercício aleatório. Ele segue, principalmente, a biologia do corpo. O principal fator é hormonal. Durante a puberdade, o crescimento pe.niano depende principalmente da ação da testosterona e de outros hormônios do desenvolvimento. É nessa fase que o corpo responde com mais intensidade. Se houver atraso puberal, deficiência hormonal ou alteração do desenvolvimento nessa fase, isso pode interferir no crescimento. Por isso, em alguns casos, investigar cedo é importante. Genética também pesa. Assim como altura, barba, voz e composição corporal, o desenvolvimento pe.niano também sofre influência genética. Ou seja: não existe um padrão único para todos os homens. Peso corporal e gordura localizada podem mudar a percepção. Em alguns homens, excesso de gordura na região pubiana pode “esconder” parte do comprimento visível. Nesses casos, a sensação

Leia mais

Creatina e performance íntima

Muitos homens escutam que a creatina “derruba”, “trava” ou “acaba com a vida íntima”. Mas essa conta não fecha tão fácil. Dá para culpar a creatina pela queda de desempenho? Ela atua principalmente na produção de energia dentro da célula muscular. A creatina não é hormônio, não é anabolizante, e não existe evidência sólida de que ela, por si só, cause piora da resposta íntima ou da libido. Ativar o metabolismo com boas práticas de exercício e boa alimentação é o melhor caminho para uma vida saudável.

Leia mais

Nem todo cansaço após os 60 anos é consequência da idade

O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, mas sintomas como cansaço persistente, perda de força, redução da massa muscular, queda da libido e diminuição da disposição merecem uma investigação adequada. Em alguns homens, esses sinais podem estar relacionados ao hipogonadismo, condição caracterizada pela deficiência de testosterona. Quando o diagnóstico é confirmado por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais, a reposição hormonal pode contribuir para a melhora da energia, da função sexual, da função cognitiva, da composição corporal e da qualidade de vida. No entanto, nem todo homem com níveis baixos de testosterona necessita de reposição. Em alguns casos, a alteração pode ser funcional e estar associada a fatores como estresse, sono inadequado, excesso de peso ou hábitos de vida. Por esse motivo, a indicação do tratamento deve ser individualizada e baseada em uma avaliação completa. Se esses sintomas fazem parte da sua rotina, procure atendimento especializado para investigar

Leia mais

Quando o exame seminal vem alterado, o que precisa ser investigado?

Alterações no exame seminal não devem ser vistas apenas como uma questão reprodutiva. Na prática clínica, é comum encontrar pacientes com excesso de peso, sedentarismo, tabagismo, inflamação sistêmica ou desequilíbrios metabólicos apresentando alterações nesses parâmetros. Sabe-se que um organismo em estado inflamatório pode aumentar o estresse oxidativo, o que prejudica o funcionamento adequado do órgão masculino. Com isso, funções importantes da saúde masculina podem ser afetadas. Em alguns casos, alterações no exame seminal podem estar associadas a: Ou seja: nem sempre o exame alterado aponta apenas para dificuldade reprodutiva. Às vezes, ele pode ser um sinal de que o corpo precisa de uma avaliação mais ampla. Por isso, investigar a causa é essencial. Manter exames em dia e cuidar da saúde masculina de forma preventiva ajuda a identificar alterações mais cedo e conduzir o acompanhamento da forma correta.

Leia mais

Diferença de tamanho na região testicular é normal?

Em muitos casos, sim. É comum existir uma pequena diferença de tamanho ou posição entre os dois lados da região testicular. Um deles pode ficar um pouco mais baixo ou parecer discretamente maior, e isso, sozinho, nem sempre significa doença. O que merece mais atenção é quando essa diferença aparece de forma mais evidente ou vem acompanhada de outros sinais, como: Nessas situações, pode ser necessário investigar causas como dilatação venosa local, acúmulo de líquido, inflamação ou outras alterações da região escrotal. Ou seja: uma leve assimetria pode ser normal. Já mudança recente, dor ou aumento de volume não devem ser ignorados. Se existir dúvida, a avaliação médica é o caminho mais seguro para entender o que está acontecendo.

Leia mais

Pedra nos rins: ingerir cálcio aumenta o risco?

Muitas pessoas recebem o diagnóstico de cálculo renal e já pensam que precisam cortar o cálcio da alimentação. Mas isso nem sempre está correto. A maioria dos cálculos é formada por oxalato de cálcio. Ainda assim, existem diferenças importantes entre os tipos de cálculo, e isso influencia a forma de prevenção. Existem, por exemplo, formas diferentes de oxalato de cálcio, como monohidratado e dihidratado, com características distintas. Em alguns casos, uma alimentação pobre em cálcio e rica em oxalato pode favorecer a formação de cálculos. Em outros, o contexto alimentar e metabólico precisa ser avaliado com mais cuidado. Ou seja: não existe uma orientação única para todos os casos. Entender o tipo de cálculo e os fatores que favorecem sua formação é essencial para fazer prevenção de forma mais precisa. Se você já teve cálculo renal ou quer evitar novas crises, a avaliação individualizada faz diferença.

Leia mais

O que pode mudar na região íntima após a prostatectomia radical?

Quando se fala em prostatectomia radical, muita gente pensa apenas no tratamento da doença. Mas o pós-operatório também pode trazer mudanças que precisam ser entendidas com clareza. Após a cirurgia, alguns homens passam um período com redução importante da resposta erétil e menos episódios espontâneos de rigidez. Com isso, pode haver menor oxigenação dos tecidos da região íntima e alteração na capacidade de expansão local. Na prática, isso pode contribuir para: Por isso, o cuidado após a cirurgia não deve focar apenas na recuperação funcional imediata, mas também na preservação da saúde dos tecidos. Em muitos casos, a reabilitação precoce pode incluir: Essa investigação ajuda a evitar condutas pouco eficazes e também a direcionar melhor tratamentos mais específicos, quando necessários. Apesar de ser um cenário desafiador, existem estratégias de reabilitação, acompanhamento e tratamento para várias dessas mudanças. Entender isso cedo ajuda a planejar melhor o pós-operatório e a buscar ajuda

Leia mais

Radioterapia da glândula masculina pode afetar a qualidade de vida íntima?

Sim, isso pode acontecer. Mas, em geral, o impacto não costuma aparecer da mesma forma que após a cirurgia. Enquanto algumas mudanças cirúrgicas podem surgir logo no início do pós-operatório, após a radioterapia é mais comum que as alterações apareçam de forma gradual ao longo do tempo. Entre as possíveis mudanças, podem ocorrer: Isso acontece porque a radiação pode afetar vasos, nervos e tecidos envolvidos na resposta vascular local. Com o tempo, esse processo pode comprometer circulação, sensibilidade e função, especialmente quando existe inflamação progressiva dos tecidos. Ou seja: o fato de não ter havido cirurgia não significa ausência de impacto funcional.

Leia mais

Próstata aumentada: quais opções realmente ajudam a reduzir?

Quando existe aumento benigno da glândula prostática, a redução do volume pode ser feita com medicação ou com procedimentos específicos, dependendo do tamanho da glândula, da intensidade dos sintomas e do impacto na rotina do paciente. Entre os medicamentos mais usados estão finasterida e dutasterida. Essas medicações atuam reduzindo estímulos hormonais que favorecem o crescimento da glândula e, com o uso contínuo, podem levar a uma redução aproximada de 20% do volume ao longo do tempo. Já nos casos em que se busca uma resposta mais efetiva, existem procedimentos modernos feitos por via endoscópica, sem corte externo, como o HoLEP. Nessa técnica, a parte interna da glândula que comprime a passagem da urina é removida, o que pode reduzir de forma importante o volume e melhorar os sintomas com menor sangramento e menor tempo de internação. Além disso, atualmente também existem outras abordagens menos invasivas, que em alguns casos podem

Leia mais

Sou jovem. Por que devo consultar um urologista?

Muitos homens acreditam que o urologista é um médico apenas para pacientes mais velhos ou para tratar problemas de próstata. Na realidade, o acompanhamento urológico pode ser importante em todas as fases da vida, inclusive na juventude. A adolescência e o início da vida adulta são períodos marcados por diversas mudanças físicas, hormonais e íntimas. Nessa fase, podem surgir dúvidas sobre desenvolvimento genital, saúde íntima e reprodutiva. Além disso, algumas doenças são mais frequentes justamente em homens jovens. O câncer de testículo, por exemplo, é o tumor sólido mais comum entre os 15 e 35 anos. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura. A consulta com o urologista também é uma oportunidade para receber orientações sobre prevenção de ISTs, vacinação contra HPV, hábitos saudáveis, fertilidade futura e saúde íntima baseada em informações científicas. Outro ponto importante é que muitos homens convivem por anos com problemas que

Leia mais

Como o citrato de potássio ajuda a prevenir cálculos renais

O citrato de potássio não “quebra” a pedra. Ele ajuda a reduzir o ambiente favorável para a formação de novos cálculos. Ou seja: entra mais na prevenção do que na remoção. 1. Ele aumenta o citrato na urina. E isso importa porque o citrato se liga ao cálcio na urina. Quando isso acontece, o cálcio tem mais dificuldade para formar cristais com oxalato e fosfato. Resultado: menor risco de cálculos de cálcio. 2. Ele deixa a urina menos ácida. Depois de ser metabolizado, o citrato ajuda a elevar o pH urinário. Na prática, isso torna a urina menos ácida. E esse detalhe é importante porque alguns cálculos se formam justamente em urina mais ácida. Quando o pH urinário sobe, o citrato de potássio pode ajudar a prevenir principalmente cálculos de ácido úrico e cálculos de cistina. 3. Ele reduz a supersaturação de substâncias que formam pedra. De forma simples: menos

Leia mais