Próstata aumentada: quais opções realmente ajudam a reduzir?

Quando existe aumento benigno da glândula prostática, a redução do volume pode ser feita com medicação ou com procedimentos específicos, dependendo do tamanho da glândula, da intensidade dos sintomas e do impacto na rotina do paciente.

Entre os medicamentos mais usados estão finasterida e dutasterida. Essas medicações atuam reduzindo estímulos hormonais que favorecem o crescimento da glândula e, com o uso contínuo, podem levar a uma redução aproximada de 20% do volume ao longo do tempo.

Já nos casos em que se busca uma resposta mais efetiva, existem procedimentos modernos feitos por via endoscópica, sem corte externo, como o HoLEP. Nessa técnica, a parte interna da glândula que comprime a passagem da urina é removida, o que pode reduzir de forma importante o volume e melhorar os sintomas com menor sangramento e menor tempo de internação.

Além disso, atualmente também existem outras abordagens menos invasivas, que em alguns casos podem ser indicadas sem necessidade de internação prolongada ou uso contínuo de medicação.

O ponto mais importante é este: nem todo aumento benigno da glândula prostática deve ser tratado da mesma forma.

Com a avaliação correta, é possível definir qual estratégia faz mais sentido para cada caso, levando em conta sintomas, exame físico, tamanho da glândula e objetivos do paciente.

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Dr. Guilherme Seimaru • Urologista

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Homem também precisa de check-up: 5 cuidados que não deveriam ficar para depois

1. Avaliar a saúde da prós.tata A partir de certa idade, ou antes quando há histórico familiar, o acompanhamento urológico ajuda a identificar alterações de forma mais precoce. 2. Investigar sintomas urinários Jato fraco, vontade frequente de urinar, ardência ou acordar muitas vezes à noite não devem ser tratados como “coisa normal”. 3. Cuidar da saúde se.xual Dificuldade de ere.ção, queda da libido ou alterações na eja.culação podem ter relação com fatores hormonais, vasculares, emocionais ou metabólicos. 4. Olhar para exames de rotina Glicemia, colesterol, pressão, função renal e hormônios podem mostrar sinais importantes sobre a saúde do homem. 5. Não esperar sentir dor para procurar ajuda Muitos problemas de saúde começam silenciosos. Check-up não é exagero, é cuidado. Agende sua consulta e faça uma avaliação individualizada.

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Perda de interesse pela vida íntima: o que pode estar acontecendo?

A redução do desejo pode acontecer por diferentes motivos e, quando se torna persistente ou representa uma mudança importante em relação ao habitual, merece investigação. Nem sempre a causa está relacionada apenas aos níveis de testosterona. Entre os fatores que podem contribuir estão alterações hormonais, estresse, ansiedade, depressão, qualidade inadequada do sono, apneia, diabetes, obesidade, alterações da tireoide e o uso de determinados medicamentos. Questões emocionais, dificuldades no relacionamento e preocupação excessiva com o desempenho também podem influenciar o interesse e a disposição para a vida íntima. Por isso, iniciar uma reposição hormonal sem compreender a causa nem sempre é a conduta mais adequada. O desejo é resultado da interação entre saúde hormonal, física e emocional, além de aspectos relacionados ao estilo de vida e aos relacionamentos. Uma avaliação individualizada permite identificar os fatores envolvidos e direcionar o cuidado de maneira mais adequada.

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Reposição hormonal e próstata: o tratamento faz a glândula aumentar?

Essa é uma dúvida muito comum no consultório. A resposta curta é: pode haver um aumento discreto do volume da glândula, sim. Os estudos mostram que essa mudança costuma ser modesta, principalmente nos primeiros meses de tratamento. Isso não significa crescimento descontrolado, nem o mesmo efeito para todos os homens. O ponto mais importante é outro: um pequeno aumento de volume não significa, automaticamente, piora dos sintomas urinários. Em muitos pacientes com sintomas leves a moderados, o tratamento não piora o jato urinário, a frequência ou o esvaziamento. Em alguns casos, o quadro pode até permanecer estável. Parte do medo existe porque muita gente mistura três assuntos diferentes: Essas coisas não são a mesma conversa. Também é verdade que um estudo grande com homens idosos e deficiência hormonal encontrou associação entre o tratamento e aumento do risco de hiperplasia prostática benigna. Isso não significa que todo homem vai desenvolver problema

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Testosterona baixa pode afetar a função íntima masculina?

Níveis reduzidos de testosterona podem estar associados à diminuição do desejo, menor frequência de respostas espontâneas e alterações na função íntima, especialmente quando a deficiência hormonal é mais acentuada. No entanto, a resposta íntima não depende apenas dos hormônios. Fatores como circulação, diabetes, hipertensão, obesidade, uso de medicamentos, qualidade do sono, estresse e aspectos emocionais também podem interferir. Por isso, iniciar o uso de testosterona sem investigar a causa pode não resolver o problema. A deficiência de testosterona deve ser avaliada a partir dos sintomas e confirmada por exames realizados pela manhã, em pelo menos duas ocasiões. A reposição hormonal não deve ser iniciada por conta própria. Se você percebeu redução do desejo ou mudança persistente na resposta íntima, procure avaliação médica para investigar os níveis hormonais, identificar outras possíveis causas e definir a conduta mais adequada.

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O que influencia o crescimento pe.niano?

Essa é uma dúvida comum, mas muita gente ainda procura resposta em lugar errado. O crescimento pe.niano não depende de receita caseira, suplemento milagroso ou exercício aleatório. Ele segue, principalmente, a biologia do corpo. O principal fator é hormonal. Durante a puberdade, o crescimento pe.niano depende principalmente da ação da testosterona e de outros hormônios do desenvolvimento. É nessa fase que o corpo responde com mais intensidade. Se houver atraso puberal, deficiência hormonal ou alteração do desenvolvimento nessa fase, isso pode interferir no crescimento. Por isso, em alguns casos, investigar cedo é importante. Genética também pesa. Assim como altura, barba, voz e composição corporal, o desenvolvimento pe.niano também sofre influência genética. Ou seja: não existe um padrão único para todos os homens. Peso corporal e gordura localizada podem mudar a percepção. Em alguns homens, excesso de gordura na região pubiana pode “esconder” parte do comprimento visível. Nesses casos, a sensação

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Creatina e performance íntima

Muitos homens escutam que a creatina “derruba”, “trava” ou “acaba com a vida íntima”. Mas essa conta não fecha tão fácil. Dá para culpar a creatina pela queda de desempenho? Ela atua principalmente na produção de energia dentro da célula muscular. A creatina não é hormônio, não é anabolizante, e não existe evidência sólida de que ela, por si só, cause piora da resposta íntima ou da libido. Ativar o metabolismo com boas práticas de exercício e boa alimentação é o melhor caminho para uma vida saudável.

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O que acontece em uma consulta por alteração na função íntima?

Primeiro, eu preciso entender o que mudou Quando a dificuldade começou? A resposta acontece e perde firmeza depois? Isso ocorre em todas as situações íntimas ou apenas em alguns momentos? Antes de pensar em tratamento, precisamos entender o padrão da queixa. Depois, a conversa vai além da vida íntima Pressão alta, diabetes, colesterol, medicamentos, cirurgias, sono, estresse, hábitos e alterações hormonais podem interferir na resposta íntima. Por isso, a consulta não se resume a perguntar se “funciona ou não funciona”. E os exames? Nem todo paciente precisa dos mesmos Dependendo do que aparece na avaliação, podem ser solicitados exames laboratoriais ou avaliações específicas, como o Doppler da região íntima masculina. O objetivo é pedir apenas o que realmente pode ajudar a esclarecer a causa. Só depois discutimos o tratamento Não existe uma receita única para alterações na função íntima. O tratamento depende da causa, do histórico e das necessidades de

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UroFill: como definir a quantidade de ácido hialurônico?

A quantidade de ácido hialurônico utilizada na técnica UroFill® não é fixa. O volume é definido de acordo com a anatomia de cada paciente, as características dos tecidos e o objetivo estético desejado, não existindo uma medida ideal que sirva para todos. Entre os principais fatores avaliados estão a circunferência inicial da região, o comprimento, a espessura e a elasticidade da pele, a presença de irregularidades ou assimetrias e o grau de mudança esperado. Pacientes com maior extensão ou diâmetro podem necessitar de uma quantidade diferente de produto para que a aplicação seja distribuída de maneira uniforme. Da mesma forma, uma alteração mais discreta exige uma abordagem diferente de uma mudança mais perceptível. A segurança deve estar sempre acima da quantidade aplicada. Respeitar a capacidade dos tecidos e, quando necessário, realizar o procedimento de forma gradual é mais importante do que atingir um volume específico em uma única sessão. A

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Sou jovem. Por que devo consultar um urologista?

Muitos homens acreditam que o urologista é um médico apenas para pacientes mais velhos ou para tratar problemas de próstata. Na realidade, o acompanhamento urológico pode ser importante em todas as fases da vida, inclusive na juventude. A adolescência e o início da vida adulta são períodos marcados por diversas mudanças físicas, hormonais e íntimas. Nessa fase, podem surgir dúvidas sobre desenvolvimento genital, saúde íntima e reprodutiva. Além disso, algumas doenças são mais frequentes justamente em homens jovens. O câncer de testículo, por exemplo, é o tumor sólido mais comum entre os 15 e 35 anos. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura. A consulta com o urologista também é uma oportunidade para receber orientações sobre prevenção de ISTs, vacinação contra HPV, hábitos saudáveis, fertilidade futura e saúde íntima baseada em informações científicas. Outro ponto importante é que muitos homens convivem por anos com problemas que

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Fitoterápicos aumentam a testosterona?

Nem tudo que promete “subir testosterona” tem evidência real. A indústria vende muito. A ciência é bem mais criteriosa. Uma revisão que avaliou 13 ervas em 32 estudos encontrou evidência mais consistente para apenas 2: – feno-grego; – ashwagandha. O ginseng vermelho aparece como opção com dados mais limitados. O que mostrou melhor sinal nos estudos? Feno-grego Efeito modesto, mas relativamente consistente em testosterona total e livre em alguns homens. Ashwagandha Resultados mais expressivos em populações específicas, especialmente homens com oligospermia usando doses altas por 12 semanas. E os queridinhos populares? Alguns dos mais falados continuam sem bom respaldo para aumento relevante de testosterona em homens: – Tribulus terrestris; – Maca. Ou seja: fama não é a mesma coisa que evidência. Mas atenção para um detalhe importante! Os resultados mais animadores não apareceram em qualquer homem. Em muitos casos, os maiores efeitos foram observados em grupos específicos, como homens com

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Pedra nos rins: ingerir cálcio aumenta o risco?

Muitas pessoas recebem o diagnóstico de cálculo renal e já pensam que precisam cortar o cálcio da alimentação. Mas isso nem sempre está correto. A maioria dos cálculos é formada por oxalato de cálcio. Ainda assim, existem diferenças importantes entre os tipos de cálculo, e isso influencia a forma de prevenção. Existem, por exemplo, formas diferentes de oxalato de cálcio, como monohidratado e dihidratado, com características distintas. Em alguns casos, uma alimentação pobre em cálcio e rica em oxalato pode favorecer a formação de cálculos. Em outros, o contexto alimentar e metabólico precisa ser avaliado com mais cuidado. Ou seja: não existe uma orientação única para todos os casos. Entender o tipo de cálculo e os fatores que favorecem sua formação é essencial para fazer prevenção de forma mais precisa. Se você já teve cálculo renal ou quer evitar novas crises, a avaliação individualizada faz diferença.

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HoLEP e vida íntima: o que pode mudar após o procedimento?

Uma das principais dúvidas de homens com aumento benigno da glândula masculina é se o tratamento pode afetar a vida íntima. Esse receio faz com que alguns pacientes adiem a avaliação, mesmo quando os sintomas urinários já interferem na rotina e na qualidade de vida. É importante entender que a resposta íntima e a liberação do líquido seminal são funções diferentes. A primeira está relacionada à rigidez da região, enquanto a segunda corresponde à saída do líquido durante o momento de prazer. Quando bem indicado e realizado com técnica adequada, o HoLEP costuma apresentar baixo risco de comprometer a resposta íntima. O objetivo do procedimento é desobstruir a passagem da urina, sem atuar diretamente nos mecanismos responsáveis pela rigidez. A mudança observada com maior frequência ocorre na liberação do líquido seminal. Após o procedimento, alguns homens podem perceber redução ou ausência da saída do líquido. Essa alteração é conhecida como

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