Fitoterápicos aumentam a testosterona?

Nem tudo que promete “subir testosterona” tem evidência real.

A indústria vende muito.

A ciência é bem mais criteriosa.

Uma revisão que avaliou 13 ervas em 32 estudos encontrou evidência mais consistente para apenas 2:

– feno-grego;

– ashwagandha.

O ginseng vermelho aparece como opção com dados mais limitados.

O que mostrou melhor sinal nos estudos?

Feno-grego

Efeito modesto, mas relativamente consistente em testosterona total e livre em alguns homens.

Ashwagandha

Resultados mais expressivos em populações específicas, especialmente homens com oligospermia usando doses altas por 12 semanas.

E os queridinhos populares?

Alguns dos mais falados continuam sem bom respaldo para aumento relevante de testosterona em homens:

– Tribulus terrestris;

– Maca.

Ou seja: fama não é a mesma coisa que evidência.

Mas atenção para um detalhe importante!

Os resultados mais animadores não apareceram em qualquer homem.

Em muitos casos, os maiores efeitos foram observados em grupos específicos, como homens com alteração seminal, usando doses altas e por tempo definido.

Isso não significa o mesmo resultado para homens saudáveis, jovens ou atletas.

Então dá para confiar cegamente?

Ainda não. As limitações mais comuns dos estudos foram:

– amostras pequenas;

– doses muito diferentes entre os trabalhos;

– populações pouco representativas;

– aumento laboratorial sem tradução clínica clara.

Antes de pensar em fitoterápico, a prioridade costuma ser:

– sono de qualidade;

– exercício físico;

– controle do peso;

– redução de álcool;

– avaliação médica quando houver sintoma real.

UROLOGISTA EM REGISTRO/SP

Excelência em saúde masculina

Mais que um médico, um parceiro em sua qualidade de vida!

Dr. Guilherme Seimaru • Urologista

Este site tem caráter informativo e educacional. O paciente jamais deve usar seu conteúdo para autodiagnóstico ou autotratamento.

O que pode mudar na região íntima após a prostatectomia radical?

Quando se fala em prostatectomia radical, muita gente pensa apenas no tratamento da doença. Mas o pós-operatório também pode trazer mudanças que precisam ser entendidas com clareza. Após a cirurgia, alguns homens passam um período com redução importante da resposta erétil e menos episódios espontâneos de rigidez. Com isso, pode haver menor oxigenação dos tecidos da região íntima e alteração na capacidade de expansão local. Na prática, isso pode contribuir para: Por isso, o cuidado após a cirurgia não deve focar apenas na recuperação funcional imediata, mas também na preservação da saúde dos tecidos. Em muitos casos, a reabilitação precoce pode incluir: Essa investigação ajuda a evitar condutas pouco eficazes e também a direcionar melhor tratamentos mais específicos, quando necessários. Apesar de ser um cenário desafiador, existem estratégias de reabilitação, acompanhamento e tratamento para várias dessas mudanças. Entender isso cedo ajuda a planejar melhor o pós-operatório e a buscar ajuda

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Alteração da função íntima masculina: quando investigar a circulação local?

Nem toda alteração da função íntima masculina tem a mesma causa. Muitos homens tratam a dificuldade de rigidez como se fosse apenas ansiedade, idade ou queda de desejo. Mas, em alguns casos, o problema pode estar na circulação. A resposta funcional da região íntima depende de entrada adequada de sangue e da capacidade de manter esse fluxo pelo tempo necessário. Quando esse mecanismo falha, a rigidez pode não ser suficiente ou pode não se manter. O Doppler peniano é um exame que avalia o fluxo sanguíneo local durante resposta induzida. Ele pode ajudar a identificar alterações arteriais ou dificuldade de retenção venosa. Isso é importante porque o tratamento muda quando a causa é melhor compreendida. Nem todo homem precisa do mesmo caminho. E nem todo caso deve ser tratado apenas com comprimidos. Esse exame pode ser considerado em situações selecionadas, como falha de tratamento, suspeita de causa vascular, histórico de

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A circulação pode afetar a função íntima masculina?

A resposta íntima masculina também depende da saúde dos vasos sanguíneos. Para que ela aconteça adequadamente, as artérias precisam se dilatar e permitir a entrada suficiente de sangue na região. Quando o revestimento interno dos vasos não funciona como deveria, o fluxo sanguíneo pode ser prejudicado, dificultando alcançar ou manter uma resposta satisfatória. Essa alteração é conhecida como disfunção endotelial. Entre os fatores que podem comprometer a circulação estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, excesso de peso, sedentarismo e envelhecimento. Mudanças persistentes na função íntima podem representar um sinal de atenção para a saúde vascular. Por isso, não é recomendado tratar apenas o sintoma. A avaliação especializada permite investigar a circulação local, identificar possíveis fatores de risco e definir as opções de cuidado mais adequadas para cada caso.

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Sou jovem. Por que devo consultar um urologista?

Muitos homens acreditam que o urologista é um médico apenas para pacientes mais velhos ou para tratar problemas de próstata. Na realidade, o acompanhamento urológico pode ser importante em todas as fases da vida, inclusive na juventude. A adolescência e o início da vida adulta são períodos marcados por diversas mudanças físicas, hormonais e íntimas. Nessa fase, podem surgir dúvidas sobre desenvolvimento genital, saúde íntima e reprodutiva. Além disso, algumas doenças são mais frequentes justamente em homens jovens. O câncer de testículo, por exemplo, é o tumor sólido mais comum entre os 15 e 35 anos. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura. A consulta com o urologista também é uma oportunidade para receber orientações sobre prevenção de ISTs, vacinação contra HPV, hábitos saudáveis, fertilidade futura e saúde íntima baseada em informações científicas. Outro ponto importante é que muitos homens convivem por anos com problemas que

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Percebeu mudanças no tamanho ou no formato da região íntima?

O ganho de peso e o acúmulo de gordura na região pubiana podem encobrir parte da região íntima, fazendo com que ela pareça menor, mesmo sem alteração em seu tamanho real. Em alguns casos, porém, também podem ocorrer mudanças no comprimento ou no formato. Condições como doença de Peyronie, cirurgias na região pélvica, tratamentos oncológicos, radioterapia e traumas podem estar associadas a essas alterações. O primeiro passo é identificar a causa. A avaliação médica pode considerar fatores como ganho de peso, presença de curvatura, qualidade da resposta íntima, histórico de cirurgias e outras mudanças percebidas pelo paciente. O uso de hormônios, extensores, bombas ou procedimentos sem orientação médica não é recomendado. Caso perceba uma mudança persistente no tamanho ou no formato da região íntima, procure avaliação urológica para investigar a causa e conhecer as possibilidades de tratamento mais adequadas para o seu caso.

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Percebeu redução no volume do líquido seminal?

A diminuição do volume do líquido seminal pode acontecer por diferentes motivos e nem sempre está relacionada à infertilidade. Ainda assim, quando a mudança é persistente, merece atenção. Entre as possíveis causas estão o avanço da idade, que pode reduzir a produção de secreções pelas estruturas responsáveis pela composição do líquido seminal, o uso de testosterona, alguns medicamentos e cirurgias realizadas na região urinária. Em determinados casos, também pode ocorrer alteração no trajeto do líquido, fazendo com que ele seja direcionado para a bexiga em vez de ser eliminado normalmente. Além disso, intervalos muito curtos entre as relações podem fazer com que o volume pareça temporariamente menor. É importante lembrar que a maior parte do líquido seminal é produzida pelas vesículas seminais e pela glândula prostática, e não pelos órgãos reprodutivos masculinos responsáveis pela produção das células reprodutivas. Se essa redução aconteceu de forma persistente, está associada à dificuldade para

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Homem também precisa de check-up: 5 cuidados que não deveriam ficar para depois

1. Avaliar a saúde da prós.tata A partir de certa idade, ou antes quando há histórico familiar, o acompanhamento urológico ajuda a identificar alterações de forma mais precoce. 2. Investigar sintomas urinários Jato fraco, vontade frequente de urinar, ardência ou acordar muitas vezes à noite não devem ser tratados como “coisa normal”. 3. Cuidar da saúde se.xual Dificuldade de ere.ção, queda da libido ou alterações na eja.culação podem ter relação com fatores hormonais, vasculares, emocionais ou metabólicos. 4. Olhar para exames de rotina Glicemia, colesterol, pressão, função renal e hormônios podem mostrar sinais importantes sobre a saúde do homem. 5. Não esperar sentir dor para procurar ajuda Muitos problemas de saúde começam silenciosos. Check-up não é exagero, é cuidado. Agende sua consulta e faça uma avaliação individualizada.

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Testosterona pode ajudar no tratamento da osteoporose masculina?

O hipogonadismo é uma causa bem estabelecida de perda óssea e osteoporose secundária em homens e mulheres, sendo um dos fatores secundários mais frequentes de osteoporose em homens. A deficiência de esteroides sexuais acelera a perda óssea através de múltiplos mecanismos, aumentando a reabsorção óssea e, em alguns casos, diminuindo a formação óssea. Em homens, embora a testosterona seja importante, o estradiol, derivado da aromatização da testosterona, é o principal determinante da saúde óssea. Estudos demonstram que níveis séricos de estradiol abaixo de 10 pg/mL (36,7 pmol/L) e testosterona total abaixo de 200 ng/dL (6,9 nmol/L) são prejudiciais à saúde óssea. O estradiol previne a maior parte do aumento na reabsorção óssea associado à deficiência de esteroides sexuais. A testosterona não é aprovada como tratamento para osteoporose ou prevenção de fraturas, sendo seu uso indicado somente em conjunto com medicações de cálcio, vitamina D e fixadores de cálcio nos ossos,

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Doppler da região íntima masculina: o que acontece durante o exame e o que ele pode avaliar?

O exame começa com uma avaliação da circulação. O Doppler utiliza ultrassom para observar como o sangue circula pelos vasos da região íntima masculina. Em alguns casos, é utilizada uma medicação para estimular a resposta local e permitir uma avaliação mais completa. Depois, acompanhamos como o fluxo sanguíneo se comporta. Durante o exame, o aparelho registra informações sobre a chegada do sangue à região e sua manutenção durante a resposta induzida. Tudo é acompanhado em diferentes momentos para entender melhor esse funcionamento. E o que essas informações podem mostrar? O Doppler pode ajudar a identificar alterações na circulação que estejam relacionadas à dificuldade de iniciar ou manter uma resposta satisfatória. Esses dados complementam a consulta e ajudam a direcionar a investigação de forma mais individualizada. Nem toda alteração da função íntima exige um Doppler. O exame é indicado quando pode trazer informações importantes para compreender a causa do problema. Percebeu

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Testosterona baixa pode afetar a função íntima masculina?

Níveis reduzidos de testosterona podem estar associados à diminuição do desejo, menor frequência de respostas espontâneas e alterações na função íntima, especialmente quando a deficiência hormonal é mais acentuada. No entanto, a resposta íntima não depende apenas dos hormônios. Fatores como circulação, diabetes, hipertensão, obesidade, uso de medicamentos, qualidade do sono, estresse e aspectos emocionais também podem interferir. Por isso, iniciar o uso de testosterona sem investigar a causa pode não resolver o problema. A deficiência de testosterona deve ser avaliada a partir dos sintomas e confirmada por exames realizados pela manhã, em pelo menos duas ocasiões. A reposição hormonal não deve ser iniciada por conta própria. Se você percebeu redução do desejo ou mudança persistente na resposta íntima, procure avaliação médica para investigar os níveis hormonais, identificar outras possíveis causas e definir a conduta mais adequada.

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Creatina e performance íntima

Muitos homens escutam que a creatina “derruba”, “trava” ou “acaba com a vida íntima”. Mas essa conta não fecha tão fácil. Dá para culpar a creatina pela queda de desempenho? Ela atua principalmente na produção de energia dentro da célula muscular. A creatina não é hormônio, não é anabolizante, e não existe evidência sólida de que ela, por si só, cause piora da resposta íntima ou da libido. Ativar o metabolismo com boas práticas de exercício e boa alimentação é o melhor caminho para uma vida saudável.

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Diferença de tamanho na região testicular é normal?

Em muitos casos, sim. É comum existir uma pequena diferença de tamanho ou posição entre os dois lados da região testicular. Um deles pode ficar um pouco mais baixo ou parecer discretamente maior, e isso, sozinho, nem sempre significa doença. O que merece mais atenção é quando essa diferença aparece de forma mais evidente ou vem acompanhada de outros sinais, como: Nessas situações, pode ser necessário investigar causas como dilatação venosa local, acúmulo de líquido, inflamação ou outras alterações da região escrotal. Ou seja: uma leve assimetria pode ser normal. Já mudança recente, dor ou aumento de volume não devem ser ignorados. Se existir dúvida, a avaliação médica é o caminho mais seguro para entender o que está acontecendo.

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