Insulina alta pode prejudicar a função íntima masculina?

A resistência insulínica é frequente em homens com alteração da função íntima, inclusive em pacientes mais jovens.

Na prática clínica, observa-se que homens com diabetes, pré-diabetes ou resistência insulínica podem apresentar piora da rigidez e da resposta funcional.

Isso acontece porque níveis altos de insulina podem comprometer a circulação local e reduzir a capacidade de vasodilatação, interferindo em mecanismos importantes da resposta vascular masculina.

Em alguns casos, esse impacto pode ocorrer mesmo em homens que já utilizam medicações específicas para melhorar a circulação local.

E o problema não para aí.

Com o tempo, quando diabetes ou resistência insulínica não são tratados adequadamente, pode haver prejuízo estrutural progressivo dos tecidos, com impacto maior na função e na qualidade de vida.

Por isso, cuidar da saúde metabólica também é cuidar da saúde masculina como um todo.

UROLOGISTA EM REGISTRO/SP

Excelência em saúde masculina

Mais que um médico, um parceiro em sua qualidade de vida!

Dr. Guilherme Seimaru • Urologista

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Sou jovem. Por que devo consultar um urologista?

Muitos homens acreditam que o urologista é um médico apenas para pacientes mais velhos ou para tratar problemas de próstata. Na realidade, o acompanhamento urológico pode ser importante em todas as fases da vida, inclusive na juventude. A adolescência e o início da vida adulta são períodos marcados por diversas mudanças físicas, hormonais e íntimas. Nessa fase, podem surgir dúvidas sobre desenvolvimento genital, saúde íntima e reprodutiva. Além disso, algumas doenças são mais frequentes justamente em homens jovens. O câncer de testículo, por exemplo, é o tumor sólido mais comum entre os 15 e 35 anos. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura. A consulta com o urologista também é uma oportunidade para receber orientações sobre prevenção de ISTs, vacinação contra HPV, hábitos saudáveis, fertilidade futura e saúde íntima baseada em informações científicas. Outro ponto importante é que muitos homens convivem por anos com problemas que

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A tansulosina pode alterar temporariamente o líquido seminal?

Sim, isso pode acontecer. A tansulosina é uma medicação muito utilizada para melhorar sintomas urinários, principalmente em homens com aumento benigno da glândula prostática. Mas ela também pode provocar mudanças no padrão da saída do líquido seminal. Um estudo recente mostrou que uma dose única de tansulosina 0,4 mg levou a: O pico desse efeito ocorreu em cerca de 12 horas. Isso não significa, necessariamente, dano permanente. Depois do efeito da medicação: Na maior parte dos casos, houve melhora em 24 horas e recuperação em até 48 horas. Ou seja: a tansulosina pode causar uma alteração importante no padrão íntimo, mas, nesse contexto estudado, o efeito foi transitório e reversível. O ponto mais importante é este: nem toda mudança nesse padrão significa problema definitivo. Em alguns casos, o efeito está relacionado ao medicamento. Ref.: Lopes LS et al. Single-dose Tamsulosin Induces Reversible Azoospermia and Ejaculatory Dysfunction. Int Braz J Urol.

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Nem todo cansaço após os 60 anos é consequência da idade

O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, mas sintomas como cansaço persistente, perda de força, redução da massa muscular, queda da libido e diminuição da disposição merecem uma investigação adequada. Em alguns homens, esses sinais podem estar relacionados ao hipogonadismo, condição caracterizada pela deficiência de testosterona. Quando o diagnóstico é confirmado por meio da avaliação clínica e de exames laboratoriais, a reposição hormonal pode contribuir para a melhora da energia, da função sexual, da função cognitiva, da composição corporal e da qualidade de vida. No entanto, nem todo homem com níveis baixos de testosterona necessita de reposição. Em alguns casos, a alteração pode ser funcional e estar associada a fatores como estresse, sono inadequado, excesso de peso ou hábitos de vida. Por esse motivo, a indicação do tratamento deve ser individualizada e baseada em uma avaliação completa. Se esses sintomas fazem parte da sua rotina, procure atendimento especializado para investigar

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Caverject ou Trimix na reabilitação da função íntima masculina: quando podem ser indicados?

A reabilitação da função íntima masculina deve ser realizada com orientação médica e nunca por automedicação. Em alguns casos, especialmente após cirurgias, tratamentos específicos ou alterações persistentes da resposta funcional, o urologista pode indicar estratégias para estimular a circulação e preservar a função da região. O Caverject e o Trimix são medicações de aplicação local que podem ser consideradas em situações selecionadas. O uso deve ocorrer somente após avaliação, com dose individualizada e orientação adequada sobre a forma de aplicação. O Trimix manipulado reúne substâncias com ações complementares, podendo ser indicado quando o médico considera que essa combinação é mais adequada às necessidades do paciente. Não existe uma opção que seja melhor para todos. A escolha depende da causa da alteração, da resposta a tratamentos anteriores, do histórico de saúde, dos possíveis efeitos adversos e dos objetivos da reabilitação. O uso sem acompanhamento pode causar dor, hematomas, resposta prolongada e

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Radioterapia da glândula masculina pode afetar a qualidade de vida íntima?

Sim, isso pode acontecer. Mas, em geral, o impacto não costuma aparecer da mesma forma que após a cirurgia. Enquanto algumas mudanças cirúrgicas podem surgir logo no início do pós-operatório, após a radioterapia é mais comum que as alterações apareçam de forma gradual ao longo do tempo. Entre as possíveis mudanças, podem ocorrer: Isso acontece porque a radiação pode afetar vasos, nervos e tecidos envolvidos na resposta vascular local. Com o tempo, esse processo pode comprometer circulação, sensibilidade e função, especialmente quando existe inflamação progressiva dos tecidos. Ou seja: o fato de não ter havido cirurgia não significa ausência de impacto funcional.

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Alteração da função íntima masculina: quando investigar a circulação local?

Nem toda alteração da função íntima masculina tem a mesma causa. Muitos homens tratam a dificuldade de rigidez como se fosse apenas ansiedade, idade ou queda de desejo. Mas, em alguns casos, o problema pode estar na circulação. A resposta funcional da região íntima depende de entrada adequada de sangue e da capacidade de manter esse fluxo pelo tempo necessário. Quando esse mecanismo falha, a rigidez pode não ser suficiente ou pode não se manter. O Doppler peniano é um exame que avalia o fluxo sanguíneo local durante resposta induzida. Ele pode ajudar a identificar alterações arteriais ou dificuldade de retenção venosa. Isso é importante porque o tratamento muda quando a causa é melhor compreendida. Nem todo homem precisa do mesmo caminho. E nem todo caso deve ser tratado apenas com comprimidos. Esse exame pode ser considerado em situações selecionadas, como falha de tratamento, suspeita de causa vascular, histórico de

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Fitoterápicos aumentam a testosterona?

Nem tudo que promete “subir testosterona” tem evidência real. A indústria vende muito. A ciência é bem mais criteriosa. Uma revisão que avaliou 13 ervas em 32 estudos encontrou evidência mais consistente para apenas 2: – feno-grego; – ashwagandha. O ginseng vermelho aparece como opção com dados mais limitados. O que mostrou melhor sinal nos estudos? Feno-grego Efeito modesto, mas relativamente consistente em testosterona total e livre em alguns homens. Ashwagandha Resultados mais expressivos em populações específicas, especialmente homens com oligospermia usando doses altas por 12 semanas. E os queridinhos populares? Alguns dos mais falados continuam sem bom respaldo para aumento relevante de testosterona em homens: – Tribulus terrestris; – Maca. Ou seja: fama não é a mesma coisa que evidência. Mas atenção para um detalhe importante! Os resultados mais animadores não apareceram em qualquer homem. Em muitos casos, os maiores efeitos foram observados em grupos específicos, como homens com

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Após a cirurgia da glândula masculina, o líquido seminal pode mudar?

Quando a cirurgia é realizada para tratar tumor da glândula masculina, toda a glândula é retirada junto com estruturas que participam da formação do líquido seminal. Por isso, depois do procedimento, o homem pode continuar sentindo prazer, mas sem exteriorização do líquido seminal. Já nos tratamentos para aumento benigno da glândula masculina, como RTU e HoLEP, a alteração mais comum não costuma ser perda da sensação de prazer. O que pode acontecer é uma mudança no trajeto do líquido seminal, que passa a seguir para a bexiga em vez de sair pela uretra. Na prática, isso pode causar: Essa alteração é mais comum em procedimentos para aumento benigno da glândula e também pode acontecer com alguns medicamentos usados para melhorar o fluxo urinário. Medicamentos como tansulosina e doxazosina também podem causar alteração no volume ou no padrão da saída do líquido seminal em alguns homens. Em casos selecionados de aumento

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Estou com câncer de próstata. O que pode mudar na minha qualidade de vida?

Receber esse diagnóstico já assusta. E, para muitos homens, a dúvida seguinte é: o que pode mudar depois do tratamento? Essa é uma pergunta muito comum e precisa ser discutida antes da decisão terapêutica. Cirurgia e radioterapia podem, sim, trazer impactos funcionais. Na cirurgia, pode haver alteração na função íntima, dependendo da preservação dos nervos e da condição clínica antes do procedimento. Na radioterapia, esse impacto pode surgir de forma mais progressiva. Além disso, após a cirurgia, também podem ocorrer mudanças no padrão ejaculatório. Mas é importante entender que resposta erétil, ejaculação, orgasmo e sensação de prazer não são a mesma coisa. Alguns homens conseguem manter boa percepção de prazer após o tratamento, enquanto outros podem apresentar alterações que precisam de acompanhamento adequado. O erro é decidir com medo ou sem informação. A escolha do tratamento precisa considerar não apenas o controle da doença, mas também qualidade de vida e

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Testosterona pode ajudar no tratamento da osteoporose masculina?

O hipogonadismo é uma causa bem estabelecida de perda óssea e osteoporose secundária em homens e mulheres, sendo um dos fatores secundários mais frequentes de osteoporose em homens. A deficiência de esteroides sexuais acelera a perda óssea através de múltiplos mecanismos, aumentando a reabsorção óssea e, em alguns casos, diminuindo a formação óssea. Em homens, embora a testosterona seja importante, o estradiol, derivado da aromatização da testosterona, é o principal determinante da saúde óssea. Estudos demonstram que níveis séricos de estradiol abaixo de 10 pg/mL (36,7 pmol/L) e testosterona total abaixo de 200 ng/dL (6,9 nmol/L) são prejudiciais à saúde óssea. O estradiol previne a maior parte do aumento na reabsorção óssea associado à deficiência de esteroides sexuais. A testosterona não é aprovada como tratamento para osteoporose ou prevenção de fraturas, sendo seu uso indicado somente em conjunto com medicações de cálcio, vitamina D e fixadores de cálcio nos ossos,

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Como o citrato de potássio ajuda a prevenir cálculos renais

O citrato de potássio não “quebra” a pedra. Ele ajuda a reduzir o ambiente favorável para a formação de novos cálculos. Ou seja: entra mais na prevenção do que na remoção. 1. Ele aumenta o citrato na urina. E isso importa porque o citrato se liga ao cálcio na urina. Quando isso acontece, o cálcio tem mais dificuldade para formar cristais com oxalato e fosfato. Resultado: menor risco de cálculos de cálcio. 2. Ele deixa a urina menos ácida. Depois de ser metabolizado, o citrato ajuda a elevar o pH urinário. Na prática, isso torna a urina menos ácida. E esse detalhe é importante porque alguns cálculos se formam justamente em urina mais ácida. Quando o pH urinário sobe, o citrato de potássio pode ajudar a prevenir principalmente cálculos de ácido úrico e cálculos de cistina. 3. Ele reduz a supersaturação de substâncias que formam pedra. De forma simples: menos

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Reposição hormonal e próstata: o tratamento faz a glândula aumentar?

Essa é uma dúvida muito comum no consultório. A resposta curta é: pode haver um aumento discreto do volume da glândula, sim. Os estudos mostram que essa mudança costuma ser modesta, principalmente nos primeiros meses de tratamento. Isso não significa crescimento descontrolado, nem o mesmo efeito para todos os homens. O ponto mais importante é outro: um pequeno aumento de volume não significa, automaticamente, piora dos sintomas urinários. Em muitos pacientes com sintomas leves a moderados, o tratamento não piora o jato urinário, a frequência ou o esvaziamento. Em alguns casos, o quadro pode até permanecer estável. Parte do medo existe porque muita gente mistura três assuntos diferentes: Essas coisas não são a mesma conversa. Também é verdade que um estudo grande com homens idosos e deficiência hormonal encontrou associação entre o tratamento e aumento do risco de hiperplasia prostática benigna. Isso não significa que todo homem vai desenvolver problema

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